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Brasil registra queda histórica de 70% nas queimadas no início de 2025

Por Conecta Mídia
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Brasil registra queda histórica de 70% nas queimadas no início de 2025

Já imaginou uma queda de 70% nas queimadas em um país com dimensões continentais como o Brasil? Pois foi exatamente isso que aconteceu nos primeiros três meses de 2025. Segundo dados recentes divulgados pelo Monitor do Fogo, uma plataforma do MapBiomas especializada no mapeamento de cicatrizes de incêndios via satélite, o país conseguiu reduzir drasticamente a área atingida por queimadas em relação ao mesmo período do ano anterior.

REDUÇÃO EXPRESSIVA: DE 2,1 MILHÕES PARA 912 MIL HECTARES

Nos primeiros três meses de 2025, o fogo consumiu 912,9 mil hectares em todo o território nacional. Parece muito? Pode até parecer — mas, comparado aos 2,1 milhões de hectares queimados no primeiro trimestre de 2024, trata-se de uma queda expressiva de 70%. Uma vitória considerável, principalmente em tempos de mudanças climáticas acentuadas e pressão sobre os biomas.

QUEM MAIS QUEIMOU? RORAIMA LIDERA COM SOBRAS

Ainda que o cenário geral seja de alívio, alguns estados continuam na linha de frente dos incêndios. Roraima, por exemplo, lidera a lista, com 415,7 mil hectares queimados — quase metade de toda a área afetada no Brasil no período. Em seguida vêm o Pará, com 208,6 mil hectares, e o Maranhão, que registrou 123,8 mil hectares atingidos pelo fogo.

Entre os municípios mais impactados, destaque para Pacaraima e Normandia, ambos em Roraima, que sozinhos somam mais de 240 mil hectares queimados.

De acordo com Felipe Martenexen, pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), o fenômeno é previsível:

“Os dados do primeiro trimestre de 2025 refletem essa sazonalidade climática, com Roraima despontando como o principal foco de fogo no país”.

O QUE ESTÁ SENDO QUEIMADO? VEGETAÇÃO NATIVA AINDA É A MAIOR VÍTIMA

Um dado que chama atenção: 78% da área queimada era composta por vegetação nativa, sendo que 43% desse total eram formações campestres. Isso significa que os incêndios continuam devastando não apenas áreas agrícolas ou degradadas, mas sim ecossistemas originais, que levam décadas — ou séculos — para se regenerar.

CENÁRIOS POR BIOMA: QUEM GANHOU, QUEM PERDEU

Apesar da redução no total nacional, alguns biomas apresentaram alta nas queimadas:

  • Cerrado: aumento de 12% em relação ao primeiro trimestre de 2024, totalizando 91,7 mil hectares — número 106% acima da média histórica desde 2019.

  • Mata Atlântica: crescimento de 7%, com 18,8 mil hectares queimados.

  • Pampa: acréscimo de 1,4%, atingindo 6,6 mil hectares.

Mesmo com queda de 72% em relação a 2024, a Amazônia ainda lidera em extensão queimada, com 774 mil hectares devastados — o equivalente a 78% de toda a área afetada no país nesse período.

E se você acha que os bons ventos vieram para ficar, a diretora de Ciência do Ipam e coordenadora do MapBiomas Fogo faz um alerta:

“É importante entendermos que a estação seca de 2025, que se aproxima, possivelmente ainda será forte, o que pode reverter essa condição de redução”.

CHUVA COMO ALIADA, MAS O DESAFIO CONTINUA

Segundo Vera Arruda, pesquisadora do MapBiomas Fogo, o período de chuvas foi crucial para essa redução:

“A ocorrência do período de chuvas contribui para essa diminuição das queimadas. No entanto, o Cerrado se destacou com a maior área queimada no primeiro trimestre em comparação aos últimos anos, o que reforça a necessidade de estratégias específicas de prevenção e combate ao fogo de cada bioma”.

E O PANTANAL? E A CAATINGA?

Boas notícias também vieram do Pantanal e da Caatinga:

  • O Pantanal teve apenas 10,9 mil hectares atingidos, uma queda de 86%.

  • A Caatinga, por sua vez, registrou 10 mil hectares, uma redução de 8% em relação ao primeiro trimestre de 2024.

MARÇO: O MÊS QUE CONFIRMOU A TENDÊNCIA DE REDUÇÃO

O último mês do trimestre reforçou a curva descendente. Em março de 2025, foram 106,6 mil hectares queimados — apenas 10% da área total afetada no trimestre. Comparado a março de 2024, a redução foi impressionante: menos 674,9 mil hectares, ou seja, queda de 86%.

Veja o detalhamento por bioma para o mês:

  • Amazônia: 55,1 mil hectares

  • Cerrado: 37,8 mil hectares

  • Mata Atlântica: 9,2 mil hectares

  • Caatinga: 2,2 mil hectares

  • Pampa: 1,5 mil hectares

  • Pantanal: 561 hectares

O QUE ESSES NÚMEROS DIZEM SOBRE O FUTURO?

Será que estamos finalmente encontrando um caminho sustentável para lidar com o fogo? Ou será que essa redução é apenas um respiro passageiro proporcionado pelas chuvas? As respostas ainda estão por vir, mas uma coisa é certa: monitoramento, prevenção e políticas públicas eficazes continuam sendo os pilares para proteger nossos biomas.


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