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Governo federal recria secretaria para fortalecer a economia criativa no Brasil

Por Conecta Mídia
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Governo federal recria secretaria para fortalecer a economia criativa no Brasil

Você já parou para pensar no tamanho da força criativa que pulsa no Brasil? Das festas populares aos estúdios de design, dos palcos de teatro às startups de games, o Brasil é um berço de talentos — e agora, esse potencial ganha ainda mais reconhecimento. O Governo Federal acaba de oficializar a recriação da Secretaria de Economia Criativa no Ministério da Cultura (MinC), consolidando um novo momento para o setor que movimenta bilhões e gera milhões de empregos.

Publicada no Diário Oficial da União do dia 28 de maio, a medida foi formalizada por meio do Decreto nº 12.471/2025, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nova estrutura regimental do MinC não apenas reforça a importância da cultura como motor econômico e social, mas também abre espaço para políticas públicas mais robustas e direcionadas.

A ECONOMIA CRIATIVA COMO PILAR DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Não é exagero dizer que a economia criativa já se consolidou como um dos pilares do desenvolvimento sustentável. Só no Brasil, o setor movimenta cerca de R$ 230 bilhões e emprega 7,8 milhões de pessoas, distribuídas em mais de 130 mil empresas formais — representando aproximadamente 7% dos trabalhadores do país.

Segundo a ministra da Cultura, Margareth Menezes, a recriação da Secretaria é mais do que uma ação institucional; é um reconhecimento estratégico.

“Temos que reconhecer o papel central das economias criativas como motor de crescimento econômico e inclusão social, pois, além de gerar emprego e renda para muitas famílias, ela é responsável por mostrar o potencial artístico dos fazedores e das fazedoras de cultura do Brasil”, afirmou.

NOVA ESTRUTURA, NOVAS DIREÇÕES

A reestruturação do MinC envolve o desmembramento da antiga Secretaria de Economia Criativa e Fomento Cultural em duas áreas específicas. A nova Secretaria de Economia Criativa contará com duas diretorias estratégicas:

  • Diretoria de Desenvolvimento da Economia Criativa

  • Diretoria de Políticas para Trabalhadores da Cultura e da Economia Criativa

Essas mudanças estão diretamente ligadas à Política Nacional de Economia Criativa — Brasil Criativo, que busca estruturar ações de longo prazo, posicionando a cultura como vetor de desenvolvimento econômico, social e ambiental.

Para o secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares,

“Esta política surge no contexto da retomada de uma agenda efetiva de qualificação do desenvolvimento do Brasil, orientando a implementação e o monitoramento de iniciativas estratégicas que posicionam a Cultura como vetor estratégico de desenvolvimento do país”.

CLAÚDIA LEITÃO É O NOME ESCOLHIDO PARA LIDERAR A SECRETARIA

E quem assume essa nova missão? A escolha do MinC recai sobre um nome de peso: Cláudia Leitão, professora, pesquisadora e referência nacional em economia criativa. Com vasta experiência acadêmica e pública, Cláudia já foi a primeira gestora da Secretaria de Economia Criativa entre 2011 e 2013 e agora retorna para liderar uma nova fase.

“A criação da Secretaria de Economia Criativa é fundamental para que a Pasta assuma, de uma vez por todas, que o lugar da economia dos setores culturais e criativos é no MinC”, afirmou Cláudia. “Reafirmamos que o Ministério da Cultura senta à mesa para discutir o desenvolvimento brasileiro, a sustentabilidade e a qualidade desse desenvolvimento”.

Ela também reforça que a economia criativa é uma força transformadora e contra-hegemônica:

“Diferente dos paradigmas tradicionais, ela se configura como uma força contra-hegemônica, desafiando estruturas que perpetuam a concentração de renda e a marginalização de trabalhadores”.

POLÍTICAS PÚBLICAS PARA IMPULSIONAR O SETOR CRIATIVO

Entre as novas atribuições da Secretaria de Economia Criativa, estão previstas ações que vão desde a produção de dados e indicadores, até o apoio direto à estruturação de territórios criativos, fomento ao empreendedorismo cultural e políticas para qualificação dos trabalhadores do setor.

O decreto ainda estabelece o desenvolvimento de estratégias para:

  • Promoção comercial de produtos culturais em mercados nacionais e internacionais

  • Plataformas de comercialização de bens e serviços criativos

  • Regulamentação das profissões da cultura

  • Formação continuada e qualificação para o mercado de trabalho cultural

  • Formalização de profissionais e estímulo ao aumento da renda no setor

UMA NOVA AGENDA PARA UM NOVO BRASIL

A recriação da Secretaria de Economia Criativa marca mais que uma mudança de estrutura. Representa uma visão renovada de país, onde cultura, inovação, diversidade e desenvolvimento sustentável caminham juntos.

O MinC dá um passo firme para consolidar políticas que valorizam quem vive da criatividade. E você, já pensou como a economia criativa faz parte da sua vida? Seja no que consome, no que produz ou no que acredita, essa transformação também passa por você.

Fonte: Agência Gov

 

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