Você já imaginou caminhar por uma galeria onde o céu parece estar ao alcance dos olhos? Onde constelações não são feitas de estrelas, mas de vidro soprado, luz e delicadeza? Essa é a experiência que te espera na exposição “O Olho da Noite”, em cartaz no Museu Oscar Niemeyer (MON) apenas até domingo, 27 de abril. Se ainda não visitou, esta é sua última chance de viver essa imersão sensorial que une arte, arquitetura e poesia.
UMA CONSTELAÇÃO DE CRISTAL SUSPENSA NO OLHO
Assinada pelo renomado artista francês Jean-Michel Othoniel, a mostra é uma homenagem singular ao legado de Oscar Niemeyer. Sob a curadoria de Marc Pottier, a instalação principal ocupa o icônico espaço conhecido como “O Olho”, com 12 esculturas suspensas que representam os signos do zodíaco.
As obras flutuam sobre um cenário que remete a um oceano celeste: um piso coberto por cerca de 6 mil tijolos de vidro em tons de azul. Um verdadeiro planetário artístico, onde o público é convidado a olhar para cima e se deixar hipnotizar por uma dança cósmica de formas e reflexos. Não parece mágico?
ARQUITETURA, VIDRO E POESIA NO ESPAÇO ARAUCÁRIA
A exposição se desdobra ainda mais no Espaço Araucária, onde o diálogo entre arte e arquitetura se intensifica. Aqui, a obra “Oráculo” (2024) se impõe com sua leveza em contraste direto com o concreto brutalista do museu.
Logo à frente, seis esculturas compõem a série “Parede de Pedras Preciosas” (2024) — tijolos vítreos multicoloridos que evocam o trabalho de Niemeyer com a matéria e o espaço. Um jogo visual que reforça a potência do encontro entre a contemporaneidade de Othoniel e a atemporalidade da arquitetura modernista brasileira.
QUEM É JEAN-MICHEL OTHONIEL?
Nascido na França, em 1964, Jean-Michel Othoniel é um nome consagrado na cena da arte contemporânea mundial. Suas criações transitam entre escultura, instalação, performance, escrita e fotografia, mas foi a partir de 1993 que o vidro se tornou seu principal meio de expressão.
Com exposições em locais emblemáticos como o Petit Palais (Paris), o Museu de Arte de Seul e o Jardim Botânico do Brooklyn (Nova York), Othoniel vem transformando espaços públicos em lugares de contemplação, beleza e encantamento — exatamente o que ele realiza agora em Curitiba.
MON: UM TEMPLO DE ARTE EM ESCALA LATINO-AMERICANA
O cenário dessa experiência imersiva não poderia ser outro senão o Museu Oscar Niemeyer, um dos maiores e mais respeitados espaços de arte da América Latina. Com um acervo de cerca de 14 mil obras e mais de 35 mil metros quadrados de área construída, o MON é referência nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de abrigar importantes coleções asiáticas e africanas.
Mais que um museu, o MON é um marco arquitetônico e cultural — uma obra de arte em si.
SERVIÇO – NÃO PERCA!
Exposição “O Olho da Noite”
🗓️ Até 27 de abril (domingo)
📍 Olho e Espaço Araucária (3º andar da Torre)
📌 Rua Mal. Hermes, 999 – Centro Cívico – Curitiba – PR
🌐 Mais informações: www.museuoscarniemeyer.org.br
Aproveite os últimos dias dessa jornada etérea que combina o gênio de Othoniel à ousadia de Niemeyer. Porque, às vezes, a arte nos faz olhar para cima — e ver um pouco mais de nós mesmos refletidos nas estrelas de vidro.